Thomas Coutrot, do Instituto de Pesquisa Econômica e Social da França, detalhou como a perda de sentido no trabalho afeta a saúde mental, reduz a participação e desafia o movimento sindical em suas estratégias.
O Seminário Internacional “Disputar a renda, reduzir desigualdades”, realizado em São Paulo pelo Dieese, em comemoração aos 70 anos da instituição, trouxe ao centro do debate, na tarde desta quinta-feira (11) uma exposição sobre “sentidos do trabalho e a democratização das relações laborais”.
Thomas Coutrot, do Ires (Instituto de Pesquisa Econômica e Social, França), apresentou uma reflexão aprofundada sobre como transformações organizacionais, autonomia reduzida e enfraquecimento da ação coletiva moldam a vida dos trabalhadores. A mediação foi feita por Eliana Elias, diretora da Escola Dieese.
Ao longo da exposição, Coutrot avaliou como diferentes reações à perda de sentido se manifestam nos ambientes laborais. Ele explicou que, embora haja trabalhadores que se afastam do emprego, e outros que buscam canais formais de denúncia ou reivindicação, também existe um grande contingente que permanece no posto apesar de fortes sinais de desgaste. “Eu aguento. Ah, eu me calo, abaixo a cabeça e tenho sobreviver no meu emprego. Ah, isso aumenta o risco de depressão”, afirmou, relacionando diretamente a permanência em funções esvaziadas de propósito ao adoecimento.
Fonte: veja a íntegra da matéria em https://www.cut.org.br/noticias/dieese-70-anos-pesquisador-frances-aborda-sentido-do-trabalho-e-democracia-labor-ed19
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