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FEDERAÇÕES ALERTAM PARA RISCO DE PARALISAÇÃO DE SERVIÇOS E DEFENDEM AÇÃO URGENTE PARA PRESERVAR EMPREGOS NA OI

Entidades sindicais pedem atuação do Governo Federal, do Judiciário e de órgãos reguladores para evitar agravamento da crise da empresa. As Federações representativas dos trabalhadores em telecomunicações reuniram-se com a direção da Oi para discutir a grave situação econômico-financeira da empresa e os impactos que a crise pode provocar sobre milhares de trabalhadores e sobre a continuidade da prestação de serviços essenciais de telecomunicações em todo o país.

Durante a reunião, a administração da Oi informou que enfrenta uma severa restrição de caixa, agravada pelo atraso na conclusão de importantes operações de venda de ativos e pelo bloqueio de recursos que seriam fundamentais para recompor sua liquidez. Segundo a empresa, caso esse cenário não seja revertido nas próximas semanas, poderão surgir dificuldades para honrar compromissos financeiros, inclusive relacionados a eventuais verbas rescisórias.

As Federações manifestaram grande preocupação com a possibilidade de que os trabalhadores sejam novamente penalizados pela crise financeira da companhia. As entidades defenderam que a preservação dos empregos deve ser prioridade absoluta e reafirmaram que qualquer medida envolvendo redução do quadro de pessoal deve ocorrer somente mediante negociação e com garantia integral dos direitos trabalhistas.

Outro ponto debatido foi o risco de comprometimento da continuidade dos serviços prestados pela Oi, caso a empresa não consiga superar o atual cenário financeiro. Para as Federações, trata-se de uma questão que extrapola os interesses empresariais, alcançando o interesse público, uma vez que milhões de brasileiros dependem diariamente da infraestrutura e dos serviços de telecomunicações operados pela companhia.

Diante desse quadro, as entidades defendem a abertura imediata de uma mesa institucional envolvendo o Governo Federal, a Anatel, o Ministério das Comunicações, o Ministério do Trabalho, a Casa Civil, o Tribunal Superior do Trabalho e demais órgãos competentes, com o objetivo de construir soluções que assegurem a continuidade dos serviços, a preservação dos empregos e o respeito aos direitos dos trabalhadores.

As Federações também defendem a criação de uma agenda permanente de acompanhamento da crise, reunindo representantes da empresa, dos trabalhadores, dos credores e do Poder Judiciário, buscando soluções negociadas para garantir estabilidade ao setor.

“Os trabalhadores não podem ser transformados nas principais vítimas de uma crise financeira que não provocaram. É indispensável que todos os atores institucionais atuem com urgência para preservar empregos, garantir os direitos trabalhistas e assegurar a continuidade de um serviço essencial para a população brasileira”, afirmam as Federações.

As entidades continuarão acompanhando diariamente a evolução da situação e adotarão todas as medidas políticas, institucionais e jurídicas necessárias para defender os trabalhadores e contribuir para a superação da crise.

Assessoria de Comunicação das Federações dos Trabalhadores em Telecomunicações

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