O Sinttel-PR está integrado à campanha nacional em defesa dos mais de 5000 trabalhadores da Serede, que estão sem receber salários, desde que foi decretada a falência da empresa, em dezembro de 2025. Esse caso soma-se aos milhares de trabalhadores da OI e da Tahto, que passam por semelhante situação de insegurança.
Na quinta-feira, 30/7, foi feita uma grande manifestação em frente ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, e um ato virtual com a participação de todos os sindicatos de trabalhadores em telecomunicações do país para sensibilizar o Poder Judiciário, o Governo Federal, o Congresso Nacional e toda a sociedade brasileira para os impactos sociais, econômicos e institucionais das decisões judiciais que afetam milhares de famílias de trabalhadores telefônicos.
As federações que representam os trabalhadores, dentre elas a Fenattel (federação à qual o Sinttel é filiado), encaminharam pedidos a instituições federais, buscando soluções para esses impasses trabalhistas.
Foram encaminhados pedidos à Casa Civil da Presidência da República, ao Ministério do Trabalho e Emprego, à Advocacia-Geral da União, à ANATEL e ao Ministérios das Comunicações. As federações pedem que seja instalada uma Mesa Interministerial para coordenar as ações do Governo Federal diante da crise, integrando os diversos órgãos envolvidos; a proteção dos empregos, fiscalização das relações de trabalho, combate à precarização e apoio institucional para alternativas que assegurem a continuidade das atividades da OI e da SEREDE; atuação jurídica da AGU voltada à proteção dos créditos trabalhistas, fortalecimento das iniciativas de conciliação e mediação institucional entre União, Poder Judiciário, ANATEL e demais órgãos públicos. Pedem também a fiscalização da continuidade dos serviços públicos de telecomunicações, preservação dos contratos públicos, acompanhamento da sucessão operacional, proteção dos usuários e preservação da infraestrutura nacional de telecomunicações; e o apoio institucional para construção de uma solução coordenada que preserve empregos, serviços públicos essenciais e segurança jurídica.
O presidente do Sinttel-PR, Pedro Vitor Dias da Rosa, fez questão de registrar sua indignação com o descaso que as questões trabalhistas envolvendo a OI, a Serene e a Tahto vêm sendo tratadas pela justiça. “É inadmissível que os trabalhadores fiquem sem receber os salários e verbas rescisórias há mais de seis meses, e que nada seja feito pela justiça para obrigar as empresas a honrarem com seus compromissos trabalhistas”, disse Pedro Vitor. O presidente do Sinttel lembrou ainda que no caso da OI, a empresa permanece responsável por infraestrutura estratégica utilizada por milhares de órgãos públicos, escolas, universidades, hospitais, prefeituras, agências lotéricas, serviços de emergência e diversos sistemas críticos de comunicação em todo o país. A eventual descontinuidade dessas operações poderá produzir graves consequências para a prestação de serviços públicos essenciais.
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