O protesto realizado na última quinta-feira (30), em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para denunciar a atitude considerada desumana do interventor da Oi, Bruno Rezende, repercutiu de forma imediata. O ato foi motivado pelo pedido apresentado à juíza da 7ª Vara Empresarial para que fosse decretada a falência da empresa sem o pagamento das verbas rescisórias e de outros direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Após a manifestação, na tarde do mesmo dia, Bruno Rezende entrou em contato com os dirigentes sindicais e agendou uma reunião presencial para esta terça-feira (4).
Luís Antônio, presidente da Livre, avaliou que a iniciativa cumpriu as expectativas das entidades sindicais. Segundo ele, a mobilização ocorreu simultaneamente no Rio de Janeiro e em outros estados, em parceria com as federações Fitratelp e Fenattel. O SINTTEL/PR estará presente na reunião desta terça-feira no Rio de Janeiro, representado na pessoa de seu presidente, Pedro Vitor Dias da Rosa.
Os dirigentes sindicais e os trabalhadores presentes foram unânimes ao denunciar a indiferença e a falta de sensibilidade do interventor da Oi, Bruno Rezende, em relação aos empregados, muitos deles com 20, 30 e até 40 anos de dedicação à empresa. Além disso, os sindicalistas criticaram a omissão da Justiça que, apesar das reiteradas cobranças, ainda não adotou medidas efetivas para garantir os direitos de quem garantiu o funcionamento e o lucro da empresa por tantas décadas. Eles lembraram a falência da Serede, que resultou na demissão de cerca de cinco mil empregados, a maioria dos quais permanece, até hoje, sem receber as verbas rescisórias.
Durante o ato, diversos trabalhadores relataram as dificuldades enfrentadas. Muitos afirmaram sofrer com ansiedade e depressão, agravadas pela incerteza em relação ao futuro. Grande parte deles permanece há meses sem atividades, em regime de disponibilidade, aguardando uma definição sobre sua situação profissional.
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