Os transtornos mentais já são a principal causa de afastamento do trabalho no Brasil, e a tendência é de agravamento. Burnout, depressão, síndrome do pânico e outros diagnósticos deixaram de ser exceção para se tornarem a rotina de milhões de brasileiros.
O que ainda falta, segundo a médica e pesquisadora Maria Maeno, da Fundacentro e do Instituto Walter Leser, é o sistema oficial reconhecer que a culpa, na maioria dos casos, é das condições de trabalho.
As causas são conhecidas, como jornadas prolongadas, ritmo intenso, equipes reduzidas e um regime de metas que funciona como pressão permanente. “As pessoas têm entregas a fazer e, o tempo todo, sentem que estão devendo algo ou atrasadas em relação aos prazos”, descreve a pesquisadora. Esse ambiente abre espaço para o assédio moral, que assume formas variadas, desde pressões sutis até a violência explícita por parte de gestores e da hierarquia corporativa.
Fonte: veja a matéria completa em https://economistaspelademocracia.org.br/Publicacao.aspx?id=685394
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