Reunidos em Assembleia Geral Extraordinária nesta segunda-feira, 15 de junho, os trabalhadores da ABILITY TECNOLOGIA E SERVIÇOS S.A. no Estado do Paraná rejeitaram a proposta apresentada pela empresa para celebração do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027. A deliberação ocorreu após ampla discussão sobre os termos encaminhados pela empregadora ao SINTTEL, os quais foram considerados insuficientes para atender às legítimas reivindicações da categoria.
Durante o debate, os trabalhadores manifestaram profunda insatisfação com diversos pontos da proposta patronal. Entre as principais críticas estiveram o índice de reajuste salarial aquém das expectativas da categoria e incapaz de proporcionar qualquer ganho real aos salários; a persistente ausência de um Plano de Cargos e Salários, evidenciada pela contratação de novos empregados com remunerações superiores às de profissionais mais antigos e experientes; a disparidade entre benefícios já assegurados a trabalhadores da empresa em outros estados e aqueles oferecidos no Paraná; além das recorrentes preocupações relacionadas ao plano de saúde, aos horários de início e término do sobreaviso, ao respeito ao intervalo interjornada e às escalas de trabalho excessivamente apertadas, que comprometem o descanso e a qualidade de vida dos empregados.
A rejeição da proposta superou a marca de 60% dos votos válidos, demonstrando de forma inequívoca o descontentamento da categoria com a postura adotada pela empresa nesta negociação. O resultado da assembleia evidencia que os trabalhadores não estão dispostos a aceitar uma proposta que ignora demandas históricas e deixa de reconhecer adequadamente a dedicação e a importância dos profissionais que sustentam diariamente as operações da ABILITY.
O SINTTEL já formalizou o resultado da deliberação à empresa e exige a imediata retomada das negociações, esperando que a ABILITY apresente uma proposta efetivamente compatível com as expectativas dos trabalhadores. A categoria permanece mobilizada e atenta aos próximos desdobramentos, deixando claro que respeito, valorização profissional e condições dignas de trabalho não são privilégios, mas direitos que precisam ser assegurados.
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