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SINTTEL REJEITA PROPOSTA PRECARIZADORA DA VIVO E COBRA AVANÇOS NAS NEGOCIAÇÕES DO ACT 2026

Nesta quinta-feira, 10 de setembro, o SINTTEL/PR, juntamente com a Comissão de Negociação da FENATTEL, se reuniu com representantes da Vivo para dar continuidade às negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2026 (ACT).

A nova proposta apresentada pela empresa continua com precarizações, que prejudicam diretamente os trabalhadores. Além de um reajuste salarial que não recompõe nem as perdas do período, insiste em aplicar um reajuste menor no VR/VA dos trabalhadores da área administrativa e quer transformar o domingo em dia normal de trabalho, para não pagar hora extra.

Veja a proposta da Vivo:

• Reajuste salarial: 3,5% do INPC do período, acrescido de abono correspondente a 60% do salário nominal de agosto, com pagamento previsto para dezembro de 2026;

• VR/VA: reajuste de 2% do INPC para os trabalhadores administrativos e de 3,5% para os demais segmentos;

• Demais benefícios: reajuste de 3,5% do INPC;

• Jornada de trabalho: estabelecimento de jornada de segunda a domingo para os trabalhadores de campo, com o domingo passando a ser considerado dia normal de trabalho, sem pagamento de hora extra;

• Demais cláusulas: manutenção das condições atuais.

A proposta patronal foi prontamente rejeitada pela bancada sindical. Não se trata apenas de discutir percentuais. O que está em jogo é a valorização, a remuneração e melhores condições de trabalho para aqueles que fazem da Vivo, umas das melhores empresas do País.

Uma empresa do porte e da importância da VIVO  tem condições de apresentar uma proposta que reconheça o esforço e a produtividade de seus empregados.

Transformar o domingo em dia normal de trabalho, sem a devida remuneração, significa retirar valor do tempo de descanso do trabalhador e abrir caminho para a precarização das relações de trabalho. Da mesma forma, estabelecer reajustes diferenciados para benefícios, prejudicando determinados segmentos, não contribui para uma política de valorização e isonomia.

Diante da proposta apresentada pela empresa e recusada pelos sindicatos, os representantes dos trabalhadores apresentaram uma pauta que busca avanços concretos. Entre as reivindicações estão:

• Acordo Coletivo com vigência de 2 anos, com negociação de cláusulas econômicas em 2027;

• Reajuste salarial pelo INPC, acrescido de aumento real;

• Isonomia nos benefícios e PPR para todos trabalhadores;

• Fim da escala 6×1 e Fim do Banco de Horas;

• Ampliação do direito para acompanhamento de filho ao médico;

• Fornecimento de celular de melhor qualidade para os trabalhadores;

• Pagamento do Auxílio-Aluguel de carro também durante o período de férias;

• Adequação dos salários dos supervisores de campo, entre outros.

 O SINTTEL e a Comissão de Negociação da FENATTEL permanecem firmes e mobilizados na mesa de negociação e não aceitarão um Acordo Coletivo que represente retrocesso ou retirada de direitos. Os representantes da Vivo se comprometeram a analisar internamente os pontos apresentados pelos sindicatos com objetivo e avançar na próxima reunião, prevista para 22 e 23 de setembro de 2026.

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