Com data-base em 1º de setembro, trabalhadores seguem aguardando a negociação dos reajustes salariais e benefícios. Empresa condiciona avanços à conclusão da operação de compra pela Brasil TecPar.
Os dirigentes sindicais do SINTTEL/PR estiveram na tarde desta segunda-feira (26), na sede da Ligga Telecomunicações S.A., em Curitiba, para a segunda reunião de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027. Desde o protocolo da Pauta de Reivindicações, em agosto, o sindicato vem cobrando o andamento das negociações e medidas concretas para garantir a valorização dos trabalhadores.
Com data-base em 1º de setembro, a categoria já se aproxima de dois meses sem a definição dos reajustes salariais e dos benefícios previstos para o novo período. O SINTTEL/PR defende não apenas a recomposição das perdas inflacionárias, mas também ganho real nos salários e a inclusão de novas cláusulas econômicas e sociais, buscando avanços efetivos nas condições de trabalho e na qualidade de vida dos empregados da Ligga.
Durante a reunião, os representantes da empresa informaram que o avanço das negociações ainda depende da conclusão da operação de compra da Ligga pela Brasil TecPar. Segundo a empresa, o processo está em fase de análise pelo Ministério das Comunicações. Como respaldo às informações apresentadas, foi exibido um comunicado ao mercado intitulado “Fato Relevante”, que trata de um aditivo ao contrato firmado com a Ligga Telecomunicações S.A.
O documento informa que a operação já recebeu aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), mas sua conclusão permanece condicionada ao cumprimento de outras exigências, especialmente à anuência do Ministério das Comunicações para a transferência da 5ª Emissão.

Diante desse cenário, o SINTTEL/PR solicitou o agendamento de uma nova reunião para dar continuidade às discussões e cobrar avanços concretos na pauta apresentada. O próximo encontro foi confirmado para o início de novembro.
O SINTTEL/PR seguirá pressionando pela continuidade das negociações e pela valorização dos trabalhadores. Os trabalhadores têm reivindicações legítimas, e o sindicato continuará cobrando respostas e resultados concretos.
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